Muita gente adia a consulta por não saber como ela funciona, ou por achar que vai ser julgada por perguntar sobre cannabis. A consulta é um atendimento médico como qualquer outro, com a diferença de que o foco é avaliar se um tratamento com canabinoides faz sentido para você.
O que separar antes da consulta?
Ao agendar, você recebe o valor, as formas de pagamento, o link da chamada de vídeo e o termo de consentimento da telemedicina, exigido pela Resolução CFM 2.314/2022. Vale separar:
- a lista de todos os remédios que você usa, com as doses;
- exames recentes e relatórios de outros médicos;
- anotações sobre os sintomas: quando começaram, o que piora, o que melhora;
- os tratamentos que já tentou e o que aconteceu com cada um.
Escolha um lugar reservado, com boa internet, para conversar com tranquilidade.
Como é a consulta?
A conversa começa pela sua história, e não pela cannabis. O médico precisa entender o problema principal, as outras doenças, os remédios e o seu momento de vida. Algumas situações pedem cuidado extra, como uso de anticoagulantes ou de remédios para epilepsia, doenças do coração, gravidez, amamentação e histórico de psicose. Veja por que as interações com outros remédios importam.
Com essas informações, o médico explica se há evidência científica para o seu caso, quais seriam os benefícios esperados, os possíveis efeitos indesejados e os custos envolvidos. Em parte das pessoas o tratamento não é indicado, e isso também é uma resposta útil.
O que acontece se houver indicação?
Você recebe uma receita digital com assinatura certificada, válida em todo o país, e a orientação de como conseguir o produto:
- em farmácias, para os produtos autorizados pela Anvisa;
- por importação, com cadastro no site da Anvisa feito pelo próprio paciente (veja o passo a passo);
- por associações de pacientes, quando for o caso.
O médico também explica como tomar, em que horário e como aumentar a dose aos poucos.
Como é o acompanhamento depois?
O acompanhamento é parte do tratamento. Nos retornos, a dose é ajustada conforme a resposta e os efeitos indesejados. Quando a avaliação por vídeo não é suficiente, por exemplo quando é preciso examinar você pessoalmente, a consulta presencial é indicada.
Em caso de piora súbita, falta de ar, dor no peito ou outros sinais de urgência, não espere o retorno: procure um pronto-socorro ou ligue 192.